Muito adequada a essa chuva fina e a esse frio chato!
“My umbrella is tired of the weather
Wearing me down
Well, look at me now”
(Sunshine Song - Jason Mraz)
Sometimes good things fall apart so better things can fall together.
Insone
Desde pequena tenho pânico de escuro. Sempre me apavorou o fato de atravessar um corredor inteiro sabendo que deixo um quarto sem qualquer luz para trás. E, assim, aos cinco anos, jurei que quando tivesse minha própria casa teria um complexo sistema de interruptores - hoje facilmente substituído por um único controle remoto - que me impediria de virar as costas para o breu.
O engraçado sobre mim é que sou totalmente contraditória: Odeio escuro, mas sou apaixonada pela noite. Nutro um sentimento todo especial por estrelas muito bem embasado. Adoro a luz suave de um único abajur aceso que não acaba com a penumbra gostosa que aparece depois que o sol se põe, mas que extermina todos os pesadelos alimentados pela escuridão. Amo o fato de estar imersa em silêncio total, quebrado somente por, quem sabe, uma boa seleção musical, um eventual barulho de carro ou uma ligação inesperada - e de preferência muito bem-vinda.
A verdade é que ao invés de amar a madrugada por ter bons motivos para isso, esses motivos nada mais são do que gostos desenvolvidos depois que percebi o quanto gosto de inverter a lógica do sono. Não sei bem porque nem quando começou, mas lembro de fazer birra só para poder ficar mais meia hora acordada com a minha mãe e de, no dia seguinte, acordar abraçada nela ao meio dia. É, dizem que a gente herda algumas coisas dentro do útero.
Tanto faz.
São 04:40, horário de Brasília. Meus reflexos impecáveis, minhas ideias a mil. Sono? Nenhum. Depois da meia noite tenho (ainda mais) mania de pensar. Reflito, remoo. O silêncio, o breu: Nenhuma distração. O mundo parece tão mais simples enquanto dorme.
Assim, sem qualquer barulho para me tirar o foco - a não ser a televisão no volume mínimo, espantando o silêncio total que me arrepia - vejo ainda mais claro o motivo pelo qual minha mente trabalha a pleno vapor enquanto alguns sequer conseguem manter os olhos abertos. É verdade, sou noturna, daquelas que só não troca o sol pela lua porque fatores externos impedem. Mas, mesmo com meu julgamento um tanto imparcial, vejo na noite um charme especial que os aficcionados pelo sol parecem incapazes de entender.
DIA 1
- Eu queria muito fazer medicina e ser psiquiatra. Desisti porque: a) Me nego a estudar feito maluca por uma vaga. b) Não tenho estômago pra abrir defunto.
- Até meus seis anos de idade eu não chamava meu pai de ‘pai’, chamava ele pelo nome: Diógenes.
- Tenho pânico de escuro e, na maioria das vezes, durmo com a TV ligada. Genial a minha ideia de assistir “O Chamado” quando eu tinha 10 anos - a Samara me apavora até hoje.
- Eu odeio pepino. Estranho, mas me dá arrepio só de pensar em pepino.
- Cada vez que eu me sento pra fazer um desenho, começo ele umas 5 vezes até achar razoável. E 40% dos que inicio, não termino.
- Tenho mania de rabiscar palavras aleatórias, geralmente algo que eu escuto. Não perguntem por que, mas, sem dúvida, o que eu mais escrevo é o nome Júlia.
- Quando eu vou ao Beira-Rio, tenho que comer um picolé de chocolate. Caso contrário, o Inter não ganha o jogo.
- Quando sei que alguma situação importante vai acontecer, experimento a roupa a ser usada umas trezentas vezes. Só serve pra eu achar os defeitos e me incomodar tentando achar outra roupa perfeita pra ocasião.
- Enchi o saco do meu pai até ele me dar um playstation. Usei umas três vezes e hoje ele serve como DVD player (em pouquíssimos momentos).
- Sou muito ansiosa. Sempre que algo me deixa nervosa, desato a falar dez vezes mais que o comum e como praticamente qualquer porcaria que aparecer na minha frente. E, óbvio, fico com um frio na barriga muito desesperador.
- Sou cheia de preconceitos com coisas pequenas. Por exemplo: gente que ouve música taxada por mim como ‘ruim’ ou que comete erros absurdos quando escreve. No entanto, também tenho tendência a gostar dessas pessoas depois de um tempo. Sou contraditória.
- Minha mãe odeia ir no shopping comigo. Deve ser porque eu sou a pessoa mais chata do mundo pra comprar roupas: idealizo o que procuro e, quando isso não acontece, elaboro vários pré-requisitos para que a compra seja aceitável.
- Não vejo graça em não viver apaixonada. Seja por alguém, seja por uma ideia, seja por uma música: Seja pelo que for, por favor, paixão!
- Tendo a não cumprir certas promessas que faço a mim mesma. Como sou muito orgulhosa, crio apostas só para garantir que vou cumprir.
- Eu tenho três famílias. A da minha mãe, que faleceu quando eu era pequena; A do meu pai, que tem 8 irmãos; e a da minha madrasta, que desde 2003 é tão importante quanto as outras duas.
DESAFIO DOS 30 DIAS
Dia 01- Uma foto recente sua e 15 coisas interessantes sobre você.
Dia 02- O significado por trás do nome do seu Tumblr
Dia 03- Uma foto sua e de seus amigos
Dia 04- Um hábito que você gostaria de não ter
Dia 05- Uma foto de um lugar que você já visitou
Dia 06- Super-herói…
Source: vitoriaproenca





